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A simplicidade poética dos anos 40

Domingo, 27.03.11

 

Vislumbro hoje uma certa nostalgia em relação a uma simplicidade poética que associamos aos anos 40, o tempo da segunda guerra mundial, os documentários sobre Londres, os filmes americanos a preto e branco, onde os laços humanos, os afectos, ocupam o lugar principal.

Posso estar muito enganada - afinal vejo sempre as possibilidades das personagens para além do que revelam -, mas foi o que vi no parzinho William-Kate e o anúncio de um noivado, ela no seu vestidinho azul de corte simples, ele no seu fato e gravata.

É o que pressinto em muitos jovens que não se deixam deslumbrar por artifícios e procuram o essencial: colaborar de forma discreta na sua comunidade. O verdadeiro voluntariado é discreto, baseia-se na amabilidade e respeito, na consciência de que todos pertencemos a uma grande comunidade, a comunidade humana. 

A par de uma atitude de eternos adolescentes mimados, que são precisamente os que dão mais nas vistas, os que fazem mais barulho, há muitos jovens que procuram viver de forma intencional e significativa, que procuram construir uma vida digna e autónoma, uma vida que concilia a simplicidade do essencial e a dimensão poética.

 

 

  

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:14

"Liderança para Portugal"

Sábado, 19.03.11

 

Nota prévia de esclarecimento: entretanto, passados 2 anos, actualizei a minha perspectiva sobre o CDS e a sua cultura de base:

 

 

O mote está dado, no Congresso do CDS em Viseu: "Liderança para Portugal". Paulo Portas afirma-se hoje como uma liderança baseada na coerência e na consistência. Conseguiu construir um "novo CDS", uma equipa dinâmica, sólida e competente. Sem esquecer os valores que o estruturam: o valor do trabalho, do mérito, do bem comum, da protecção dos mais frágeis, da família, da coesão social. Promovendo uma organização social que valorize a educação de qualidade, a mobilidade social, o equilíbrio fiscal, o crescimento económico, a concorrência leal dos mercados, a supervisão bancária, a justiça, a segurança. 

O CDS hoje pode apresentar-se aos eleitores como o partido que mais produziu no Parlamento, assim como o que mais viu propostas suas aceites. É também o partido que mais defendeu a agricultura e as pescas (sectores estruturantes), os pensionistas, as famílias, as pequenas e médias empresas. Foi também o que mais batalhou pela supervisão bancária, pela concorrência leal dos mercados, pela área da saúde, educação, justiça e segurança. 

Paulo Portas foi o primeiro político (e, pelos vistos, o único até hoje) a referir-se a uma "geração pós-partidária", que procura informação fidedigna, que pensa pela sua própria cabeça, que quer ter a possibilidade de escolha, que quer respostas concretas. 

Hoje ouvimo-lo num discurso inspirado e mobilizador, que tem ressonância porque se baseia num trabalho concreto, num caminho concreto, numa equipa que demonstrou o que vale. 

Hoje percebemos que há uma alternativa viável aos partidos do bloco central do sistema que se vão alternando no poder. Hoje percebemos que é necessário, urgente, sair desse carrocel e quanto antes. 

Sim, uma "liderança para Portugal". É exactamente isso que o país precisa. Uma liderança assente num compromisso e numa confiança mútua, numa nova postura política. Em que os cidadãos saibam o que os espera e o que se espera de cada um, cada um no seu lugar e no seu papel. Uma nova cultura de lealdade e responsabilidade.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 17:32








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